Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
DUNAS
Quem Me Mandou a Mim Querer Perceber?
Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê...
Mas quem me mandou a mim querer perceber
Quem me disse que havia que perceber?
Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo...
Alberto Caeiro
Etiquetas:
Alberto Caeiro,
Poesia,
Portugal
terça-feira, 21 de junho de 2011
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
As folhas dos plátanos
As folhas dos plátanos desprendem-se e lançam-se
na aventura do espaço,
e os olhos de uma pobre criatura
comovidos as seguem.
São belas as folhas dos plátanos
quando caem, nas tardes de Novembro,
contra o fundo de um céu desgrenhado e sangrento.
Ondulam como os braços da preguiça
no indolente bocejo.
Sobem e descem, baloiçam-se e repousam,
traçam erres e esses, ciclóides e volutas,
no espaço escrevem com o pecíolo breve,
numa caligrafia requintada,
o nome que se pensa,
e seguem e regressam,
dedilhando em compassos sonolentos
a música outonal do entardecer.
António Gedeão
Etiquetas:
António Gedeão,
As minhas fotografias,
Olhares,
Poesia,
Portugal
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
a trepadeira da fachada....
Ainda existe a casa, ainda está
de pé o velho muro do quintal
e ainda nas vidraças, bem ou mal,
espreitam cortinas das que já não há.
Ainda a trepadeira da fachada
tenta atingir a altura do telhado
e ainda há-de pairar por todo o lado
aquele cheiro de antes, quando nada
mudara ainda e eu te sabia à espera
de mim, contando as horas e os dias,
como quem aguardasse a primavera.
Mas agora há na porta um cadeado
para guardar nas divisões vazias
o inverno que ali ficou fechado.
Torquato da Luz
Etiquetas:
Olhares,
Poesia,
Portugal,
Torquato da Luz
domingo, 3 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Outono da vida
No doloroso rescaldo das labaredas
Que queimaram meus sonhos, minhas esperanças,
Vem a misteriosa voz do longe
Gritar mensagens íntimas, poemas singulares,
Em cantares do meu sentir...
Presidiário do Mar,
Meu desumano carcereiro,
Sentindo-me cada vez mais só,
Abafado no silêncio esmagador
Desta insular solidão,
Da minha amarga dor,
Saí de mim próprio, em louca evasão...
Queria gritar, bem alto,
De modo que todo mundo ouvisse,
O verbo amar ... o verbo amar,
Em noites de luar,
Ou manhãs de frio vendaval.
Que loucura a minha ...
Quero receber as gotas de mágoa
Das horas distantes do meu viver ...
Estou no Outono da vida ...
Quando as folhas ressequidas rodopiam
E a brisa chora como violino gemebundo ! ...
Há palavras que não entendo
Na minha solidão:
O ontem, o hoje, o amanhã
E aquilo que vive, cá dentro,
Cá dentro, no coração ...
O silêncio das coisas,
O sal das lágrimas,
Os sorrisos tristes,
As esperanças diluídas ,
As chuvas, que são tormentos,
Batendo nas janelas,
Caindo dos beirais,
Em dolorosos momentos ! ...
Canto louco ... Canto louco ...
Pensamento ... PensamentoAonde vais? ... Aonde vais ?
José Maria Lopes de Araújo
Etiquetas:
José M. L. Araújo,
Olhares,
Poesia,
Portugal
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
nítido como um girassol...
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Etiquetas:
Alberto Caeiro,
Olhares,
Poesia,
Portugal
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
A porta

A porta mora à espera
De perfil se ensombra
E descansa
O degrau é paciência
O umbral anúncio
O silêncio é o lugar
Onde baterão as mãos
Daniel Faria
De perfil se ensombra
E descansa
O degrau é paciência
O umbral anúncio
O silêncio é o lugar
Onde baterão as mãos
Daniel Faria
Etiquetas:
Daniel Faria,
Olhares,
Poesia,
Portas e Janelas,
Portugal
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Janelas do meu quarto!!!!

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Álvaro de Campos
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Álvaro de Campos
Etiquetas:
Álvaro de Campos,
Olhares,
Poesia,
Portugal
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)





























.jpg)















