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quarta-feira, 14 de março de 2012
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Porta para onde abres?
Porta,
para onde abres?
O que trazes
por trás do teu perfume?
Que vermelho te habita?
Que chuvas lamberam
os pés de tuas tábuas?
Que mãos amaciaram
tua dura maçaneta?
Quem imaginou
tua ríspida simetria?
Sidney S.
para onde abres?
O que trazes
por trás do teu perfume?
Que vermelho te habita?
Que chuvas lamberam
os pés de tuas tábuas?
Que mãos amaciaram
tua dura maçaneta?
Quem imaginou
tua ríspida simetria?
Sidney S.
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Portas e Janelas
sábado, 23 de outubro de 2010
O canteiro está molhado!!!
O canteiro está molhado.
Trarei flores do canteiro
para cobrir o teu sono.
Dorme, dorme, a chuva desce,
molha as flores do canteiro.
Noite molhada de chuva,
sem vento, nem ventania,
Noite de mar e lembranças...
Trarei flores do canteiro
para cobrir o teu sono.
Dorme, dorme, a chuva desce,
molha as flores do canteiro.
Noite molhada de chuva,
sem vento, nem ventania,
Noite de mar e lembranças...
Cecília Meireles
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
As folhas dos plátanos
As folhas dos plátanos desprendem-se e lançam-se
na aventura do espaço,
e os olhos de uma pobre criatura
comovidos as seguem.
São belas as folhas dos plátanos
quando caem, nas tardes de Novembro,
contra o fundo de um céu desgrenhado e sangrento.
Ondulam como os braços da preguiça
no indolente bocejo.
Sobem e descem, baloiçam-se e repousam,
traçam erres e esses, ciclóides e volutas,
no espaço escrevem com o pecíolo breve,
numa caligrafia requintada,
o nome que se pensa,
e seguem e regressam,
dedilhando em compassos sonolentos
a música outonal do entardecer.
António Gedeão
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
As minhas flores
...
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento —
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.
...
Ricardo Reis
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Uma parte minha vive sobre os telhados
sobre as casas, sobre as lógicas...
Ali, onde acho que Deus descansa,
onde os pensamentos planam,
e a vida passa.
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S. Maia
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A fechadura da porta
...
Tudo poesia
O som e o silêncio
O sol e a saliência
A dobradura do papel
A fechadura da porta
A abotoadura da roupa
A abertura da janela
Tudo é poesia
Tudo é alma.
...
Tudo poesia
O som e o silêncio
O sol e a saliência
A dobradura do papel
A fechadura da porta
A abotoadura da roupa
A abertura da janela
Tudo é poesia
Tudo é alma.
...
Lais S.
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
a trepadeira da fachada....
Ainda existe a casa, ainda está
de pé o velho muro do quintal
e ainda nas vidraças, bem ou mal,
espreitam cortinas das que já não há.
Ainda a trepadeira da fachada
tenta atingir a altura do telhado
e ainda há-de pairar por todo o lado
aquele cheiro de antes, quando nada
mudara ainda e eu te sabia à espera
de mim, contando as horas e os dias,
como quem aguardasse a primavera.
Mas agora há na porta um cadeado
para guardar nas divisões vazias
o inverno que ali ficou fechado.
Torquato da Luz
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Torquato da Luz
domingo, 3 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Outono da vida
No doloroso rescaldo das labaredas
Que queimaram meus sonhos, minhas esperanças,
Vem a misteriosa voz do longe
Gritar mensagens íntimas, poemas singulares,
Em cantares do meu sentir...
Presidiário do Mar,
Meu desumano carcereiro,
Sentindo-me cada vez mais só,
Abafado no silêncio esmagador
Desta insular solidão,
Da minha amarga dor,
Saí de mim próprio, em louca evasão...
Queria gritar, bem alto,
De modo que todo mundo ouvisse,
O verbo amar ... o verbo amar,
Em noites de luar,
Ou manhãs de frio vendaval.
Que loucura a minha ...
Quero receber as gotas de mágoa
Das horas distantes do meu viver ...
Estou no Outono da vida ...
Quando as folhas ressequidas rodopiam
E a brisa chora como violino gemebundo ! ...
Há palavras que não entendo
Na minha solidão:
O ontem, o hoje, o amanhã
E aquilo que vive, cá dentro,
Cá dentro, no coração ...
O silêncio das coisas,
O sal das lágrimas,
Os sorrisos tristes,
As esperanças diluídas ,
As chuvas, que são tormentos,
Batendo nas janelas,
Caindo dos beirais,
Em dolorosos momentos ! ...
Canto louco ... Canto louco ...
Pensamento ... PensamentoAonde vais? ... Aonde vais ?
José Maria Lopes de Araújo
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
nítido como um girassol...
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Batente!!!!
Batequebate
na porta fechada
para fugir à noite
mal-assombrada
O chumbo dos lábios
desceu para os pés
Os sentidos
antenas de horror
Aquilo não era assombração
nem nada
Era apenas
a porta fechada
Araújo Horta, A
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
muito mais do que alguma vez sonhou....
A minha ideia é que a mudança acontece devido a quem você é e à razão pela qual está aqui.
Estou a dizer que a mudança ocorre porque você quer que ela ocorra.Estou a dizer que você quer que ela ocorra porque está continuamente a escolher as pessoas, lugares e condições perfeitos para experimentar o que procura experimentar a seguir, à medida que vai avançando no processo de evolução da sua alma.
Estou a dizer que a sua vida na terra tem a ver com muito mais do que alguma vez sonhou.
Neale Walsch
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Para meditar
domingo, 26 de setembro de 2010
Azulejos antigos
Casas abandonadas,activas,
cheias de vida.
vazias,
assombradas,cheias de vida.
vazias,
sem almas
que as mantêm vivas,
quentes,
activas,
cheias de vida.
Lord Guancestry
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Património
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
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