quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Natal Africano

Não há pinheiros nem há neve,

Nada do que é convencional,

Nada daquilo que se escreve

Ou que se diz...

Mas é Natal.

Que ar abafado! A chuva banha

A terra, morna e vertical,

Plantas da flora mais estranha,

Aves da fauna tropical.
 

Nem luz, nem cores, nem lembranças

Da hora única e imortal.

Somente o riso das crianças

Que em toda a parte é sempre igual.

 

Não há pastores nem ovelhas,

Nada do que é tradicional.

As orações, porém são velhas

E a noite é Noite de Natal.

Cabral do Nascimento

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

sábado, 3 de dezembro de 2011

Excelente vídeo....

Que neste Natal


Que neste Natal,
eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.
Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.
Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.
Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.
Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.
Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.
Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.
Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.
Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.
Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.
Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.
Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra.

Desconheço o autor
que é excelente


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Farol da Barra ao pôr do sol

Até amanhã



Até amanhã
Sei agora como nasceu a alegria,

...como nasce o vento entre barcos de papel,

como nasce a água ou o amor

quando a juventude não é uma lágrima.

É primeiro só um rumor de espuma

à roda do corpo que desperta,

sílaba espessa, beijo acumulado,

amanhecer de pássaros no sangue.

 
É subitamente um grito,

um grito apertado nos dentes,

galope de cavalos num horizonte

onde o mar é diurno e sem palavras.

 
Falei de tudo quanto amei.

De coisas que te dou

para que tu as ames comigo:

a juventude, o vento e as areias.

 
Eugénio de Andrade