quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Figuras geométricas

Geometria aplicada ao dia a dia de uma cidade.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sabedoria popular

O Sol quando nasce é para todos.
mc

Recordações


Apareces tão pouco...
Apareces tão pouco nos meus sonhos que quando os sonho chego a ter saudades tuas.
E entretanto tu és ainda a mesma continuas a pôr cravos e rosas ao pé do meu retrato, a idealizar uma casa ao rés das ondas (mal pensas nela, riem nos teus ouvidos nossos filhos) e a fazer da Vida precisamente a ideia que fizeste de mim desde a primeira hora.
Era assim, boa e simples, que antigamente chegavas aos meus sonhos. E como eu, pela minha, calculava a tua pressa, fazia-te chegar rosada e ofegante, exausta de correr da tua porta à porta da minha fantasia.
O tempo era o das flores... E tu colheras uma no caminho e vinhas dá-la ao maior e melhor de todos os poetas. Eu fingia fingir acreditar no que de mim julgavas, e era já acordado que beijava as tuas mãos, pois desceras comigo do sonho e à minha volta o estremecer alegre e o perfume suavíssimo do ar e um silêncio igualzinho ao que se faz quando te calas eram tua presença verdadeira ...
Por que não vens agora? Todo o tempo é o tempo das flores, para os poetas...E tu pensas de mim o que pensaste sempre e bordas nos lençóis as nossas iniciais. Por que não vens? Chegarias ainda rosada e ofegante. Não virias molhar de lágrimas meus sonhos, porque não sabes nada ... Nem sequer que até esqueci a cor e o corte do vestido que tu estreaste (há quantas Primaveras?) no último sonho em que sonhei contigo ...

Sebastião da Gama

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Rhythm of the rain



Listen to the rhythm of the falling rain
Telling me just what a fool I've been
I wish that it would go and let me cry in vain
And let me be alone again

The only girl I care about has gone away
Looking for a brand new start
But little does she know that when she left that day
Along with her she took my heart

Rain please tell me know does that seem fair
For her to steal my heart away when she don't care
I can't love another when my heart's somewhere far away

The only girl I care about has gone away
Looking for a brand new start
But little does she know that when she left that day
Along with her she took my heart

Rain won't you tell her that I love her so
Please ask the sun to set her heart aglow
Rain in her heart and let the love we knew start to grow

Listen to the rhythm of the falling rain
Telling me just what a fool I've been
I wish that it would go and let me cry in vain
And let me be alone again
Oh listen to the falling rain

A terra prometida


A terra prometida
Poder dormir
Poder morar
Poder sair
Poder chegar
Poder viver
Bem devagar
E depois de partir poder voltar
E dizer: este aqui é o meu lugar
E poder assistir ao entardecer
E saber que vai ver o sol raiar
E ter amor e dar amor
E receber amor até não poder mais
E sem querer nenhum poder
Poder viver feliz pra se morrer em paz

Vinicius de Moraes

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O principezinho


"Foi no decorrer do ano maldito, do ano a que chamámos "o festim do sol". É que o sol, nesse ano, dilatou o deserto. Brilhou e brilhou sobre as areias, entre as ossadas, as sarças secas, as peles transparentes dos lagartos mortos e essa erva dos camelos mudada em crinas. Aquele que faz crescer os caules das flores tinha devorado as suas criaturas e reinava sobre os cadáveres dispersos delas, da mesma maneira que a criança reina sobre os brinquedos que destruíu.
Absorveu até as reservas subterrâneas e bebeu a água dos poços existentes. Absorveu mesmo os dourados das areias, que se tornaram tão vazias e brancas, que baptizámos a região como o nome de espelho. É que um espelho não contem absolutamente nada e as imagens que o recheiam não têm peso nem duração. É que um espelho queima por vezes os olhos, como um lago de sal."

Antoine de Saint-Exupéry

Sabedoria popular

Quem conta um conto aumenta um ponto.
mc

Tombe la neige


Tombe la neige
Tu ne viendras pas ce soir
Tombe la neige
Et mon coeur s'habille de noir
Ce soyeux cortege
Tout en larmes blanches
L'oiseau sur la branche
Pleure le sortilege

Tu ne viendras pas ce soir
Me crie mon désespoir
Mais tombe la neige
Impassible manege

Tombe la neige
Tu ne viendras pas ce soir
Tombe la neige
Tout est blanc de désespoir
Triste certitude
Le froid et l'absence
Cet odieux silence
Blanche solitude

Tu ne viendras pas ce soir
Me crie mon désespoir
Mais tombe la neige
Impassible manege


sábado, 7 de fevereiro de 2009

Solidão


"Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita,

prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."

Clarice Lispector

Always on my mind


Always on my mind - Elvis Presley

Maybe I didn't treat you
Quite as good as I should have
Maybe I didn't love you
Quite as often as I could have
Little things I should have said and done
I just never took the time

You were always on my mind
You were always on my mind

Maybe I didn't hold you
All those lonely, lonely times
And I guess I never told you
I'm so happy that you're mine
If I made you feel second best
Girl, I'm sorry I was blind

You were always on my mind
You were always on my mind

Tell me, tell me that your sweet love hasn't died
Give me, give me one more chance
To keep you satisfied, satisfied

Little things I should have said and done
I just never took the time
You were always on my mind
You are always on my mind
You are always on my mind

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Música para o fim de semana

Nunca te esqueças do pote de vidro


Quando a tua vida parece um caos e as 24 horas por dia parecem não chegar, lembra-te do pote de vidro e do café!

Na sala de aula o professor de filosofia estava de pé com alguns objectos em cima da secretária.
Quando a aula começou ele, calado, pegou num frasco grande de vidro vazio e começou a enche-lo com bolas de golfe.
Quando não cabiam mais ele perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio.
Todos responderam que sim.

O professor então pegou num saco de feijões secos e ao chocalhar o frasco estes iam entrando para os buracos vazios entre as bolas de golfe.
Quando não cabiam mais ele perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio?
Todos responderam que sim.

Neste ponto o professor despejou um saco de areia para dentro do frasco.
Como é óbvio a areia ocupou todo o espaço restante do frasco.
Quando não cabiam mais ele perguntou aos alunos se achavam que o frasco estava cheio?

Todos responderam que sim.
foi então que o professor agarrou em dois copos de café e os entornou lá para dentro. Agora sim não havia mais espaço!!
Os alunos desataram a rir!!!

"Agora," disse o professor enquanto as gargalhadas ainda se ouviam, "Eu quero que vocês reconheçam que este frasco representa a organização da vossa vida".
- "As bolas de Golf são as coisas mais importantes - Deus; a família; os filhos; a saúde; os amigos e tudo o que vos é mais querido de modo a que se tudo na vida desaparecesse e só ficassem elas, a vossa vida continuava cheia!"

- "Os feijões são as outras coisas importantes da vida: o trabalho; a casa; o carro;"
- "A areia é tudo o resto das coisinhas pequeninas."
Se encherem primeiro o frasco com a areia . já não há espaço para o feijão nem as bolas de golfe. O mesmo se passa com a vida. Se gastarem todo o tempo e a vossa energia com as pequenas coisas nunca vão ter espaço para as coisas que são verdadeiramente importantes para vocês.

Prestem atenção às coisas que são essenciais à vossa felicidade.
Brinquem com as crianças.
Saiam para um jantar romântico.

Vai haver sempre tempo para arrumar a casa, para despachar um trabalho que só falta um bocadinho.
Tomem conta das vossas bolas de golfe primeiro e das coisas que têm mesmo importância. Tenham prioridades.

Para o resto vai sempre haver espaço. Não encham o vosso frasco com a areia primeiro pois as bolas de golfe não vão caber no fim.
Um perguntou: - E o café o que é ?

- Ainda bem que perguntas, eu ia agora mesmo vos dizer. É que mesmo que sintam que a vossa vida está cheia, há sempre espaço para beber um café com um amigo!!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sabedoria popular

Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota.
mc

Goodbye my love



Hear the wind sing a sad, old song
it knows I'm leaving you today
please dont cry or my heart will break
when I go on my way

Goodbye my love goodbye
goodbye and au revoir
as long as you remember me
I'll never be too far

Goodbye my love goodbye
I always be true
so hold me in your dreams
till I come back to you

See the stars in the sky above
they'll shine wherever I may roam
I'll pray every lonely night
That soon they'll guide me home



Al-Di-La



Non credevo possibile,
Si potessero dire queste parole:

Al di la;
Del bene piu prezioso,
Ci sei tu

Al di la;
Del sogno piu ambizoso,
Ci sei tu

Al di là delle cose più belle.
Al di là delle stelle, ci sei tu.
Al di là, ci sei tu per me, per me, soltanto per me

Al di la;
Del mare piu profondo,
Ci sei tu

Al di la;
Del limiti del mondo,
Ci sei tu.

Al di la;
Della volta infinita,
Al di la della vita.

Ci sei tu,
Al di la,
Ci sei tu per me.

lá lá lá lá

Al di lá

La la la la la ...
La la la ...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sabedoria popular

Acreditar em tudo é tolice,
mas não acreditar em coisa alguma
tolice é…

O mar e os meus pensamentos


O mar puxa por mim p'rá poesia
As ondas são as Musas que me inspiram
E seja a bem, ou fantasia,
Há versos novos que no mar surgiram!

São sobre as ondas escritos os meus versos
Mirando aquele céu acinzentado
E com os pensamentos mais diversos
Escrevo, porque sei que estou inspirado!

Aproveito a hora a que as Musas
Se chegam até mim aqui no mar
E se ideias havia mui confusas
Nesse momento eu as sinto clarear!

O mar é um alfobre de tormentos
Mas muita coisa bela tem p'ra dar
Pois em mim são férteis os momentos
Em que há vontade enorme p'ra rimar!

J. Quintino Teles

Massachusetts

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sabedoria popular

Quem vê caras não vê corações.

mc

Inocente


Hei-de morrer inocente

exactamente
como nasci
Sem nunca ter descoberto
o que há de falso ou de certo
no que vi.

António Gedeão

Perspectivas


Interessantes as perspectivas geométricas projectadas no espaço,
no espaço do Jardim Oudinot no Forte da Barra

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Diana





Diana
I'm so young and you're so old
This, my darling, I've been told
I don't care just what they say
'Cause forever I will pray
You and I will be as free
As the birds up in the trees
Oh, please stay by me, Diana

Thrills I get when you hold me close
Oh, my darling, you're the most
I love you but do you love me
Oh, Diana, can't you see
I love you with all my heart
And I hope we will never part
Oh, please stay with me, Diana

Oh, my darlin', oh, my lover
Tell me that there is no other
I love you with my heart
Oh-oh, oh-oh, oh-oh
Only you can take my heart
Only you can tear it apart
When you hold me in your loving arms
I can feel you giving all your charms
Hold me, darling, ho-ho hold me tight
Squeeze me baby with-a all your might
Oh, please stay by me, Diana
Oh, please, Diana
Oh, please, Diana
Oh, please, Diana

Mimosas

Todos os anos na mesma altura
a montanha veste o mesmo vestido amarelo
para ver se ainda lhe serve na cintura.
Jorge Sousa Braga

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Canção do sonho acabado


Já tive a rosa do amor
- rubra rosa, sem pudor.
Cobicei, cheirei, colhi.
Mas ela despetalou
E outra igual, nunca mais vi.
Já vivi mil aventuras,
Me embriaguei de alegria!
Mas os risos da ventura,
No limiar da loucura,
Se tornaram fantasia...
Já almejei felicidade,
Mãos dadas, fraternidade,
Um ideal sem fronteiras
- utopia! Voou ligeira,
Nas asas da liberdade.
Desejei viver. Demais!
Segurar a juventude,
Prender o tempo na mão,
Plantar o lírio da paz!
Mas nem mesmo isto eu pude:
Tentei, porém nada fiz...
Muito, da vida, eu já quis.
Já quis... mas não quero mais...

Cecília Meireles

Sabedoria popular

Inverno frio, colheita abundante.
mc

sábado, 31 de janeiro de 2009

Música para o fim de semana

Inscrição na areia


Tela de Michael & Inessa Garmash

O meu amor não tem
importância nenhuma.
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!

Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?

O meu amor não tem
importância nenhuma.

Cecília Meireles

As palavras que nunca te direi


A garrafa que fora lançada ao mar num quente fim de tarde de Verão, porém, não continha uma mensagem sobre um naufrágio, nem estava a ser usada para ajudar a cartografar os mares. Mas continha uma mensagem que mudaria para sempre duas pessoas, duas pessoas que de outra maneira nunca se teriam conhecido, e por esta razão poderia ser chamada de mensagem fadada. Durante seis dias flutuou lentamente em direcção ao nordeste, levada por ventos de um sistema de altas pressões que pairava sobre o Golfo do México. Ao sétimo dia os ventos expiraram, e a garrafa dirigiu-se directamente para leste, encontrando por fim o caminho para a Corrente do Golfo, onde então começou a viajar mais depressa, seguindo para norte a uma velocidade de quase cento e vinte quilómetros por dia.
Duas semanas e meia depois do seu lançamento, a garrafa seguia ainda a Corrente do Golfo. Ao décimo sétimo dia, porém, outra tempestade ―desta vez a meio do Atlântico ―trouxe ventos de leste suficientemente fortes para arrastar a garrafa para fora da corrente.
A garrafa vogou ao sabor das ondas do mar, para trás e para a frente, durante alguns dias ―como se estivesse a decidir para onde ir, antes de escolher o seu percurso ―e foi finalmente dar à costa numa praia perto de Chatham.
E foi ali, depois de vinte e seis dias e 1188 quilómetros, que ela terminou a sua viagem.
Foi assim que Theresa Osborne naquele fim de tarde já com o sol a desaparecer, caminhava junto à borda-d´água viu uma rocha meio enterrada na areia. À medida que se aproximava reparava em algo diferente na sua aparência. Para começar era lisa e comprida, e quando chegou perto dela percebeu que não era sequer uma rocha. Era uma garrafa. Quando estendeu o braço para lhe pegar, ficou surpreendida ao ver que estava rolhada.
Pegou-lhe, desviando-a para o resto da pouca luz solar que restava, e viu lá dentro um bilhete amarrado com um fio.

Derniers baisers


Quand vient la fin de l'été sur la plage
Il faut alors se quitter peut-être pour toujours
Oublier cette plage et nos baisers
Quand vient la fin de l'été sur la plage
L'amour va se terminer comme il a commencé
Doucement sur la plage par un baiser

Le soleil est plus pale mais nos deux corps sont bronzés
Crois-tu qu'après un long hiver notre amour aura changé ?
Quand vient la fin de l'été sur la plage
Il faut alors se quitter les vacances ont duré
Lorsque vient septembre et nos baisers

Quand vient la fin de l'été sur la plage
Il faut alors se quitter peut-être pour toujours
Oublier cette plage et nos baisers, et nos baisers
Et nos baisers !


Martinetas

Arbusto da família da Myrtaceae.
As suas flores lembram espigas,daí também serem conhecidas por limpa-garrafas, penicheiro ou escovilhões.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Tarde em Itapoã


Um velho calção de banho
O dia pra vadiar
Um mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar
Depois na praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de coco

É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com o olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar

É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã

É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã


Vinicius de Moraes