domingo, 22 de março de 2009

Sabedoria popular

Basta uma nuvem para encobrir o sol.

mc

sábado, 21 de março de 2009

Canção da semana


Smile an everlasting smile
A smile can bring you near to me
Don't ever let me find you gone
Because that could bring a tear to me

This world has lost it's glory,
Let's start a brand new story, now my love
Right now there'll be no other time
And I can show you all my love

Talk in everlasting words
And dedicate them all to me
And I will give you all my life
I'm here if you should call to me

You think that I don't even mean
A single word I say
It's only words and words are all I have
To take your heart away


Música para o fim de semana

Dia da árvore e da floresta


Poema das Árvores

As árvores crescem sós.
E a sós florescem.
Começam por ser nada.

Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.

Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam novas árvores.

E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.

Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.

As árvores, não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa não é sua.

Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
A crescer e a florir sem consciência.

Virtude vegetal viver a sós
E entretanto dar flores.

António Gedeão

Primavera

Verdes são os campos


Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.
Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões

sexta-feira, 20 de março de 2009

Equinócio da Primavera

Em astronomia, equinócio é definido como um dos dois momentos em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projectada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto onde a elíptica cruza o equador celeste.

A palavra equinócio vem do Latim e significa "noites iguais". Os equinócios acontecem em Março e Setembro, as duas ocasiões em que o dia e a noite têm duração igual. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol é o instante em que metade do corpo solar está acima (ou metade abaixo) do horizonte, e o pôr do Sol o instante em que o corpo solar encontra-se metade abaixo (ou metade acima) do horizonte. Com esta definição o dia durante os equinócios tem 12 horas de duração, o que faz com que seja o momento em que a Terra é iluminada pelo Sol de igual forma no hemisfério sul como no hemisfério norte.No hemisfério Norte o equinócio de Março é o Equinócio de Primavera,e o de Setembro é o Equinócio de Outono. O inverso ocorre no hemisfério Sul.O Equinócio da Primavera (hemisfério Norte) ocorre nos dias 20 ou 21 de Março (nas culturas nórdicas esta data era festejada com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com a Páscoa), e o de Outono em 22 ou 23 de Setembro. A data varia devido aos anos bissextos, que deslocam o calendário das estações em um dia. Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os equinócios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol periélio viaja mais velozmente do que quanto está mais longe afilio.


Fonte:wikimedia.org

Equinócio da Primavera


Hoje é dia de Equinócio da Primavera, no Hemisfério norte.

Às 11,44h a Primavera chegou e instalou-se.

Chegou para nos alegrar e dar novo fôlego, que a vida não
anda nada fácil.

Sê bem-vinda.

Spring is nearly here

Anémonas


Que surpresa agradável!Acordar, ir espreitar as últimas novidades nascidas no jardim e encontrar esta maravilha a sorrir .
Obrigada natureza.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Aromas e cheiros


Envolvo num murmúrio as flores
que o verso me dá. As pétalas
têm a cor dos lábios que
as cantam; e o pólen sabe ao mel
dos dedos que as colheram,
uma tarde, enquanto o sol
descia sobre os ombros nus
das colinas. Pisei-as com os pés
da estrofe, e o vinho do amor
destilou de um mosto de
sensações. Bebo-o do copo
do teu corpo; e uma embriaguez
de rosas alastra na vinha
do poema.

Nuno Júdice

Sabedoria popular

Os jardins não se fazem ficando sentados na sombra.
mc

quarta-feira, 18 de março de 2009

A magnólia


Nem sempre as folhas são
quem primeiro vê a luz.
Olhem esta magnólia,
que se cobriu de flores,
antes de se terem coberto
de folhas, os ramos nus...

Jorge Sousa Braga

La nuit




Falta de civismo


Quando é que as pessoas aprendem a ter um pouco mais de civismo?
Na semana passada (Quarta-feira, dia 11), num dos meus passeios matinais pelo Jardim Oudinot, fiquei estupefacta, quando vi duas "senhoras", assim como quem não quer a coisa, a ROUBAREM plantas, num dos canteiros do referido jardim.
Isto é muito feio minhas "senhoras".Isto é um mau exemplo para os mais novos e, um atentado para os que gostam de ver os jardins floridos.
Enquanto não nos mentalizarmos, que os espaços públicos, são de todos, e que devemos tratá-los com o maior desvelo, não vamos a lado nenhum.
Aqui fica o testemunho do condenável acto.

Maria Cova

terça-feira, 17 de março de 2009

Mary Anne

Tela de Jonh Waterhouse Boreas


A amizade

Velhas árvores


Olha estas velhas árvores, — mais belas,
Do que as árvores mais moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas ...

O homem, a fera e o insecto à sombra delas
Vivem livres de fomes e fadigas;
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E alegria das aves tagarelas ...

Não choremos jamais a mocidade!
Envelheçamos rindo! envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,

Na glória da alegria e da bondade
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

Olavo Bilac

Erva cidreira


Ó erva cidreira
Que estás na varanda
Quanto mais te rego
Mais tu dás à banda.

(Popular)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Receita para fazer o azul


Se quiseres fazer azul,
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelho
da madrugada, até que ele se desfaça;
despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia
do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores se não desprendam
com o tempo, deita no líquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez
ali o puseste; e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre
na superfície dourada. Podes, então, levantar a cor
até à altura dos olhos, e compará-la com o azul autêntico.
Ambas as cores te parecerão semelhantes, sem que
possas distinguir entre uma e outra.
Assim o fiz – eu, Abraão ben Judá Ibn Haim,
iluminador de Loulé – e deixei a receita a quem quiser,
algum dia, imitar o céu.

Nuno Júdice