quinta-feira, 18 de junho de 2009

Falo da natureza


Falo da natureza.
E nas minhas palavras vou sentindo
A dureza das pedras,
A frescura das fontes,
O perfume das flores.
Digo, e tenho na voz
O mistério das coisas nomeadas.
Nem preciso de as ver.
Tanto as olhei,
Interroguei,
Analisei
E referi, outrora,
Que nos próprios sinais com que as marquei
As reconheço, agora.

Miguel Torga

para reflectir...


"Quando nos calamos, nem sempre quer dizer
que concordamos com o que ouvimos ou lemos,
mas estamos dando a outrem a oportunidade de pensar,
reflectir, saber o que falou ou escreveu!!!
"


(Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

You´ve got a friend

sem receio...




“Não receies avançar devagar, receia apenas ficar parado.”

Sabedoria popular

Junho calmoso, ano formoso.
mc

...no campo

Tela de José Neto
«A ribeira corre lá abaixo beijando os pés às casinhas brancas, humildes e pobres, espreguiçando-se ao sol... e àquele sussurro de água, têm maior amplidão os nossos sonhos e mais altas aspirações as nossas almas. As lavadeiras batem as roupas, as flores de eloendro caem com murmúrios abafados na água muito azul, e não sei se serão mais cor-de-rosa as suas pétalas se certas mãos delicadas que, dentro da água, torcendo o linho branco, fazem também lembrar pétalas suavíssimas de alguma grande flor desfolhada.»

Florbela Espanca

Ai se sesse...



Vídeo delicioso, brincalhão e malandreco.
Uma delícia.

passeando pelo campo



...lugar fresco para um dia de calor

terça-feira, 16 de junho de 2009

quem me mandou a mim querer perceber?


Tela de Van Gogh

Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê...
Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia que perceber?
Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo...

Alberto Caeiro

...pela manhã


hoje senti necessidade de voltar novamente aqui...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

...e os nomes das árvores


E estas, como se chamam?

«E o que esse Príncipe, nesta tarde, me esfalfou! Farejava, com uma curiosidade insaciável, todos os recantos da serra! Galgava os cabeços correndo, como na esperança de descobrir lá do alto os esplendores nunca contemplados de um mundo inédito. E o seu tormento era não conhecer os nomes das árvo¬res, da mais rasteira planta brotando das fendas de um socalco... Constantemente me folheava como a um Dicionário Botânico.
- Fiz toda a sorte de cursos, passei pelos professores mais ilustres da Europa, tenho trinta mil volumes, e não sei se aquele senhor além é um amieiro ou um sobreiro...
-É um azinheiro, Jacinto.
Já a tarde caía quando recolhemos muito lentamente.
E toda essa adorável paz do céu, realmente celestial, e dos campos, onde cada folhinha conservava uma quietação contemplativa, na luz docemente desmaiada, pousando sobre as coisas com um liso e leve afago, penetrava tão profundamente Jacinto, que eu o senti, no silêncio em que caíramos, suspirar de puro alívio.
-Tu dizes que na Natureza não há pensamento...
-Outra vez! Olha que maçada! Eu...»

Eça de Queiroz
(A Cidade e as Serras)

Noite de luar

Quem já viu a luz da lua
jamais se contentará
apenas
com o brilho
de uma pequena estrela.

domingo, 14 de junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

Sabedoria popular

Junho abafadiço, sai a abelha do cortiço.
mc

...as flores falam.


(...)

Quando as palavras fogem...

as flores falam.


B. Currie

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sabedoria popular

A verdadeira afeição, na longa ausência se prova .
mc

quinta-feira, 11 de junho de 2009

como é que faria o seu mel?


«Uma abelha, dessas que dizem ser italianas, entrou pela janela, obstinou-se em escolher-me, pousa-me no ombro, descansa de seus trabalhos. Lisonjeado com aquela preferência, comecei a amá-la devagar, retendo a respiração, com receio de que não tardasse a dar pelo seu engano, que cedo viesse a descobrir que não era eu a haste de onde se avistam as dunas. Mas o seu olhar tranquilizava, era calma ondulação de trigo. Agora só uma interrogação perturbava a minha alegria - comigo, como é que faria o seu mel

Eugénio de Andrade

Jealous guy




I was dreaming of the past and my heart was beating fast
I began to loose control
I began to loose control
I didn't mean to hurt you
I'm sorry that I made you cry
I didn't mean to hurt you
I'm just a jealous guy
I was feeling insecure you might not love me anymore
I was shiverin' inside
I was shiverin' inside
I didn't mean to hurt you
I'm sorry that I made you cry
I didn't want to hurt you
I'm just a jealous guy


I was tryin to catch your eye
I thought you was tryin' to hide
I was swallowin my pain
I was swallowin my pain
I didn't mean to hurt you
I'm sorry that I made you cry
I didn't mean to hurt you
I'm just a jealous guy

quarta-feira, 10 de junho de 2009

...outros olhares


Memórias escondidas